Bem Vindo

Seja bem vindo ao meu pequeno mundo,
Aqui as paredes não podem trancar os pensamentos..

sexta-feira, 29 de julho de 2011

A Noruega é logo ali....ou aqui!!!

branquiar o mundo de vermelho,
ao mesmo que o tapete supremo
das beldaddes divinas.
os outros não merecem ter vida
pois são diferentes.
quero amarrar minhas mãos num
conglomerado de bombas,
e explodir todo o rosto
que é tipo lama.
se eu fosse só mais um,
seria apenas aquele qual.
mas sou muitos e muitos em mim,
e não posso morrer enquanto
todos esses outros vivem por ai,
meu Meus tem uma cor,
é referente a mim que ele reluz.
politicamente eu sou um algoz,
aos berros de alguns que não podem
falar.
a noruega fica logo ali
mas é longe...não devem ir!!
nem aqui nem ai...

o rosto da morte é lindo
e tem o olho azul !!!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Momentos

momentos
que se perdem no tempo
feito folha de papel.
feito o chutar de latas ao relento.
um folha amassada,
que diz o lugar a cidade a
estrada.
o mapa pra onde não podemos voltar!!!

momentos
que guardamos nun lugar vazio,
numa caixa fechada , em um quarto sombrio.
escute o fechar das portas,
o andar das botas,
veja as flores estão mortas,
não podemos ressucitar.
jogue fora aquela xícara de café vazia sobre a mesa.
o cigarro queimado até a chepa.
abra a cortina pro sol entrar.

momentos
uma pedra á beira mar,
onde as ondas insistem em tocar.
o poeta insiste escrever,
numa sacada sozinho vendo o sol nascer.
num lugar que não tem mais nada pra se ver
a não ser ...você

momentos
que esfregamos no relógio que anda sozinho,
que sujamos com um ou dois copos de vinho.
e fumamos num dia sem luar.

momentos que se vão pra nunca mais voltar...

um desenho que não quer
se apagar!!!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

DEIXA ELE SAIR ...

o poeta vive sozinho,
não interessa quem é o seu vizinho,
ele faz da dor , seu único amor.
e faz da letra a única palavra que alguém falou.
se esconde atrás da percepção.
fecha os olhos,
na claridade de qualquer escuridão,
pois é de noite que senti um monte,
é de noite que nasce a reflexão,
entende mais do que pode suportar.
e sufocante saber que existem tantas coisas
pra falar.
o poeta é o menino que anda descalço,
é o velho palhaço que não sabe fazer rir,
é aquela fotografia que o tempo faz puir.
ás vezes um detalhe pode ser a conclusão.
o poeta não vive na multidão.
o carro passa a lua desce até a calçada,
a fumaça do cigarro vira uma cortina de traças,
que corrói tudo por dentro
deixa oco, um lugar pro vento.
o poeta é a casa do vazio do peito,
perito em defeito.
pois vê o mundo de uma forma torta.
sente quando ninguém bate na porta,
o poeta morreu...
quem matou?
não fui eu!
mas vocês deixaram ele morrer,
por que?
tranque suas ideias numa caixa fechada,
pinte por fora de uma cor que ninguem vê.
coloque sete chaves numa tranca enferrujada.
e deixe embaixo da cama apodrecer.
faça um desenho que ninguém pode ver.
tenha tudo aquilo que nunca quis ter.
e tranque a janela!
alguém pode te ver.
tranque a janela pra ninguém ver.
o poeta não vive em sacadas,
não saca , não desce escada,
não sobe no muro , tem medo de cair.
o poeta fica dentro da caixa.
que a porra da tua ignorância
nao deixa abrir!!!

terça-feira, 3 de maio de 2011

expurgo

me dê seus lábios para que eu possa beijar,
o rosto do mundo.
não posso sujar os meus,
pois dele preciso para falar.
quero entregar ao teu gosto o meu sabor
e desejar saber o que depois eu sou.

todas as palavras que posso usar
eu troco por um só olhar.
esfrego meus anseios em teu seio,
e de ti o que posso esperar?

cada vez que jogo minha mente em tua cara,
tu mente  consequentemente,
eu sinto descrença, fico descrente
em nada posso acreditar.

joguei toda a porcaria pra cima
sei que a nuvem não vai alcançar.
em minha cara torna,
meu rosto tenho...
eu que limpar?

pra que se esconder atrás da porra da face ,
se é o coração que queremos mostrar?

me dê seus lábios que quero beijar!!!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

REALENGO

as vezes é preciso morrer
para mostrar que se está vivo.
as vezes precisamos matar,
para mostrar que queremos viver.
a maldade e a loucura são amigas, amigo.
e não sei ao certo , quando estou dormindo.
qual é o limite da razão?
qual ponto de vista devo usar...
se as vezes o sangue é só tinta,
paredes é preciso pintar!
o branco cega , a fome dilacera
o sentimento quer voar.
quem é a vítima numa história triste?
a dor do pai que não resiste...
a mãe que não quer mais viver,
junte todo o sangue no chão
jogue todo ele para quem queira ver.
pra que viver?
morrer...
nem todo louco tem a maldade como lar,
mas todo mal será que é insano ?
ou só não podemos nele acreditar...
crianças só querem brincar
em realengo , ainda me lembro
ou em qualquer lugar !!!
crianças só querem brincar
crescer inocentemente,aqui
ali ou lá.
não podemos esquecer o desenho
feito no escuro , pela sombra
das mãos de um enorme barulho
para que sempre possamos dizer ;
sim eu lembro
de realengo

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

outono


A folha cai levemente surfando no ar,
Viaja e faz a única trajetória que a vida lhe propõe.
Desenha pirueta feliz ao voar,
O sonho de ser o que nunca foi.

É outono e outras tantas lhe imitam,
No chão solido se encontram ao terminar.
A brisa refrescante que lhe impulsiona a vida,
É bem vinda e vem do mar.

Os carros passam na velocidade da luz.
Pedestres e cachorros caminham na calçada,
Ninguém vê ninguém nota.
Que a pobre folha, fez sua ultima volta.

Ela padece e falece no instante se quer.
Na hora que o velho homem toma só, seu café.
No momento exato que o menino e calçado.
Na hora em que a mulher quebra seu salto.

Mais uma folha sem fé...


domingo, 16 de janeiro de 2011

rio de janeiro


Quando as águas chegam
Seja de março, ou de janeiro
Casa de madeira,
Despedaça na correnteza
Com ela se vai o paradeiro
Crianças que só tinham um brinquedo
Ficam sem lar, sem sossego
A senhora não tem mais suas fotos
O homem que fica sem o documento
A mulher que ainda dá do peito
Não tem mais janela,
E o bebê não tem mais o seu berço
A janta fica sem a mesa
Alguns outros em casa preocupados com a
Sobremesa
Com a futilidade guardada dentro da carteira
Com a foto bonita no facebook
Ou se a bolsa é de uma marca verdadeira
Nisso a correnteza exala o silencio
Vidas carregadas pela mesma água que a embebeda
Feche a torneira ao escovar o dente
Não fique muito tempo embaixo do chuveiro
Economize água
Frase que emana de seu comercial
Vidas são perdidas no mesmo horário
Que você lava o seu quintal
Feche a janela pra água não entrar
Não a água que arrasta os sonhos em outro lugar
Mas a água do desinteresse,desapego
o pingo pode te molhar
A única beleza em meio aos destroços
E vê o ser humano se ajudar
Enquanto você em casa toma banho pra deitar!!!