

Quando as águas chegam
Seja de março, ou de janeiro
Casa de madeira,
Despedaça na correnteza
Com ela se vai o paradeiro
Crianças que só tinham um brinquedo
Ficam sem lar, sem sossego
A senhora não tem mais suas fotos
O homem que fica sem o documento
A mulher que ainda dá do peito
Não tem mais janela,
E o bebê não tem mais o seu berço
A janta fica sem a mesa
Alguns outros em casa preocupados com a
Sobremesa
Com a futilidade guardada dentro da carteira
Com a foto bonita no facebook
Ou se a bolsa é de uma marca verdadeira
Nisso a correnteza exala o silencio
Vidas carregadas pela mesma água que a embebeda
Feche a torneira ao escovar o dente
Não fique muito tempo embaixo do chuveiro
Economize água
Frase que emana de seu comercial
Vidas são perdidas no mesmo horário
Que você lava o seu quintal
Feche a janela pra água não entrar
Não a água que arrasta os sonhos em outro lugar
Mas a água do desinteresse,desapego
o pingo pode te molhar
A única beleza em meio aos destroços
E vê o ser humano se ajudar
Enquanto você em casa toma banho pra deitar!!!
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