A folha cai levemente surfando no ar,
Viaja e faz a única trajetória que a vida lhe propõe.
Desenha pirueta feliz ao voar,
O sonho de ser o que nunca foi.
É outono e outras tantas lhe imitam,
No chão solido se encontram ao terminar.
A brisa refrescante que lhe impulsiona a vida,
É bem vinda e vem do mar.
Os carros passam na velocidade da luz.
Pedestres e cachorros caminham na calçada,
Ninguém vê ninguém nota.
Que a pobre folha, fez sua ultima volta.
Ela padece e falece no instante se quer.
Na hora que o velho homem toma só, seu café.
No momento exato que o menino e calçado.
Na hora em que a mulher quebra seu salto.
Mais uma folha sem fé...

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