ja sem rosto
sabiamente chucro , chapéu e fumo
um rio sem rumopensamento pairando
a palpebra fechando olha para as mãos e vê o futuro
nos desgostosos calos , infortuno
a riqueza , o consumo
o relógio e o prumo
o café na mesa , a janela aberta
tantas e tantas palavras incertas
o neto , a neta
a pegada no trilho
o joio o trigo e o filho
filhos
a boca é seca , o cabelo é ralo
quantos calos...tantos ... rarosa pena
julgada e atirada , à dezenassentença
solidão e diferença
herança , criança ou esperança?solidão
que vem como a aste de uma reflexão
o filho que tava no colo , ficou no chão recordação
e a pena ?
valeu ?a morte vem devagar pelo mesmo caminho
ele sente os tropeços , os passos ,
o relógio girou tão rápido
o pão de casa ainda esta na mesa
o café esfriou
o frio ja arde mesmo com o cobertora morte senta
degusta o pão , mas o café rejeita
cansado o velho olha para mão
o calo , a ruga e a pena
valeu a pena?
a morte fecha o portãoninguem ouve ,
não tem ninguemno chão a pegada já apagada
o corpo é gélido
o sopro e um suspiro
no espelho o ultimo reflexo
um velhona mão o relógio quebrado
na outra , um trocadocansaço
cade meus filhos?a morte leve o leva
mas antes deixa cair no chão
um saco , de pano
costurado cheio de fiapos
e dentro só tinha
recordação
e dentro só tinha
recordação

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