Bem Vindo

Seja bem vindo ao meu pequeno mundo,
Aqui as paredes não podem trancar os pensamentos..

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Primeiro

meu primogenito primeiro.
herdeiro , herança , meu aconchego.
meu espelho, reflexo ,
minha plenitude ampliada.
meu nego!

orgulho rabiscado em traços parecidos.
seu sorriso cada;é um virus,
que me desgasta a tristeza
e me deixa convencido.

na palma da mão cabia seu corpo,
um grão.
uma semente de amor , que brota.
a alegria de minhas derrotas.

o gosto salgado de cada palavra,
gestos pequenos,que cabem no bolso.
cada esperança é um esboço,
escondido no meu ego convencido.

meu filho , oque eu quero ser se eu fosse ?
quero ser você.
meu pequeno presente que me faz,
viver

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Que se guarda no peito....

na mesma cor , em horas tantos amor
suporta no peito , qualquer , 
qualquer que seja a dor.
alimenta a vida , e a traz. 
quanto mais nova, a velha vida lhe faz.


Marca com a fé a nossa estrada,
Amarga ou doce seja a lombada.
Rindo as avessas na hora errada.
Indo ou vindo , nos espera.
Amanhã , hoje, em  janelas.


Estrada esta feita por ela,
Longe , que voa nos ensinamentos,
Inesquecíveis , que não dissipam, ao vento. 


mãe , que se guarda no leito.
que faz qualidade em qualquer defeito, 
alimenta com o peito. 
dá sem pedir em troca.
é  o empate , a vitoria e a derrota.
o leite que faz forte.
és de todas as feridas , o único corte,
que não tem dor , que não sangra e não tem morte.
és uma simples palvra, que muda a poesia.


és amor ... vida.....alegria
és MARIA









quinta-feira, 5 de agosto de 2010

juventude?

se foram as poucas esperanças,

nas bandeiras vermelhas dos jovens.
o mito antes nato no grito,
é como um pião , rodando sobre a criança.

tenho que chorar pra molhar a verdade,
e mostrar que nem tudo e só suspiro.
uma juventude morta , e sonsa
lamenta a morte de antigos ídolos.

as poesias ja não são lidas.
os revolucionários são velhos.
antigos livros são meros,
a música e só barulho.

antigamento o reflexo no espelho
era fosco , mas tinha o seu brilho.
o filho era forte e lutava,
o pai se orgulhava e chorava.

a juventude entorpecida, sorridente e sem pensar,
sem objetivo, sem traço , sem lar
é uma juventude pobre , podre
vulgar .

antigamente endoideciam para se encontrar,
encontram-se hoje para endoidar.
juventude sem lar.

oque será de meu filho ...
eu nem consigo chorar!
oque será de meu filho...

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Recordação
















os vincos na face , cansaço desgosto
um velho , sentado
ja sem rosto
sabiamente chucro , chapéu e fumo
um rio sem rumo
pensamento pairando
a palpebra fechando
olha para as mãos e vê o futuro
nos desgostosos calos , infortuno
a riqueza , o consumo
o relógio e o prumo
o café na mesa , a janela aberta
tantas e tantas palavras incertas
o neto , a neta
a pegada no trilho
o joio o trigo e o filho
filhos
a boca é seca , o cabelo é ralo
quantos calos...tantos ... raros
a pena
julgada e atirada , à dezenas
sentença
solidão e diferença
herança , criança ou esperança?
solidão
que vem como a aste de uma reflexão
o filho que tava no colo , ficou no chão
recordação
e a pena ?
valeu ?
a morte vem devagar pelo mesmo caminho
ele sente os tropeços , os passos ,
o relógio girou tão rápido
o pão de casa ainda esta na mesa
o café esfriou
o frio ja arde mesmo com o cobertor
a morte senta
degusta o pão , mas o café rejeita
cansado o velho olha para mão
o calo , a ruga e a pena
valeu a pena?
a morte fecha o portão
ninguem ouve ,
não tem ninguem
no chão a pegada já apagada
o corpo é gélido
o sopro e um suspiro
no espelho o ultimo reflexo
um velho
na mão o relógio quebrado
na outra , um trocado
cansaço
cade meus filhos?
a morte leve o leva
mas antes deixa cair no chão
um saco , de pano
costurado cheio de fiapos
e dentro só tinha
recordação

Meu vício

O medo me tranca , atrofia meus desejos.
O louro do meu prazer prevalece no escuro.
Acho que de todas as minhas mãos eu prefiro o dedo.
Deles eu posso fazer arma, e escrever em qualquer muro.

Escrever oque tem no sentimento; um grito aflito.
O medo obscuro é só entre a cor um conflito.
Não sei mais se posso ser tudo oque um dia fui.
Nas torneiras a água não sai , flui.

Se dessa arma eu posso mostrar meus vícios,
sem precisar usar nenhuma regra , e nem artifício.
Qualquer muro é um precipício ,  lavo minhas mãos,
mas a água é só um tisco.

E o medo e só um vicio....

domingo, 1 de agosto de 2010

Antonella


Pense como e fácil falar de uma flor , falar de como é bela , de sua cor ....,
Tão fácil quanto falar de amor ;
Na chuva impiedosa , que rasga socando com força a janela,
abro , para ver o sol , e vejo ela.
As lágrimas da chuva escondem o sol,
como lençol.
Mas ela..
ali tão bela.
A flor não escolhe sua cor.
Se é tão fácil assim falar dela,
mais fácil ainda e falar de sua inveja.
Ela, por ser a mais linda na primavera,
hoje senti , em sua beleza,
inveja.
Pois a mais bela flor,
seja ela de qualquer cor ,
ou tamanho seja quanto é bela ,
tem inveja , uma inveja sincera.
Hoje qualquer flor , vermelha , roxa ou amarela,
não é tão bela quanto você;
minha pequena Antonella.