Bem Vindo

Seja bem vindo ao meu pequeno mundo,
Aqui as paredes não podem trancar os pensamentos..

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Momentos

momentos
que se perdem no tempo
feito folha de papel.
feito o chutar de latas ao relento.
um folha amassada,
que diz o lugar a cidade a
estrada.
o mapa pra onde não podemos voltar!!!

momentos
que guardamos nun lugar vazio,
numa caixa fechada , em um quarto sombrio.
escute o fechar das portas,
o andar das botas,
veja as flores estão mortas,
não podemos ressucitar.
jogue fora aquela xícara de café vazia sobre a mesa.
o cigarro queimado até a chepa.
abra a cortina pro sol entrar.

momentos
uma pedra á beira mar,
onde as ondas insistem em tocar.
o poeta insiste escrever,
numa sacada sozinho vendo o sol nascer.
num lugar que não tem mais nada pra se ver
a não ser ...você

momentos
que esfregamos no relógio que anda sozinho,
que sujamos com um ou dois copos de vinho.
e fumamos num dia sem luar.

momentos que se vão pra nunca mais voltar...

um desenho que não quer
se apagar!!!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

DEIXA ELE SAIR ...

o poeta vive sozinho,
não interessa quem é o seu vizinho,
ele faz da dor , seu único amor.
e faz da letra a única palavra que alguém falou.
se esconde atrás da percepção.
fecha os olhos,
na claridade de qualquer escuridão,
pois é de noite que senti um monte,
é de noite que nasce a reflexão,
entende mais do que pode suportar.
e sufocante saber que existem tantas coisas
pra falar.
o poeta é o menino que anda descalço,
é o velho palhaço que não sabe fazer rir,
é aquela fotografia que o tempo faz puir.
ás vezes um detalhe pode ser a conclusão.
o poeta não vive na multidão.
o carro passa a lua desce até a calçada,
a fumaça do cigarro vira uma cortina de traças,
que corrói tudo por dentro
deixa oco, um lugar pro vento.
o poeta é a casa do vazio do peito,
perito em defeito.
pois vê o mundo de uma forma torta.
sente quando ninguém bate na porta,
o poeta morreu...
quem matou?
não fui eu!
mas vocês deixaram ele morrer,
por que?
tranque suas ideias numa caixa fechada,
pinte por fora de uma cor que ninguem vê.
coloque sete chaves numa tranca enferrujada.
e deixe embaixo da cama apodrecer.
faça um desenho que ninguém pode ver.
tenha tudo aquilo que nunca quis ter.
e tranque a janela!
alguém pode te ver.
tranque a janela pra ninguém ver.
o poeta não vive em sacadas,
não saca , não desce escada,
não sobe no muro , tem medo de cair.
o poeta fica dentro da caixa.
que a porra da tua ignorância
nao deixa abrir!!!

terça-feira, 3 de maio de 2011

expurgo

me dê seus lábios para que eu possa beijar,
o rosto do mundo.
não posso sujar os meus,
pois dele preciso para falar.
quero entregar ao teu gosto o meu sabor
e desejar saber o que depois eu sou.

todas as palavras que posso usar
eu troco por um só olhar.
esfrego meus anseios em teu seio,
e de ti o que posso esperar?

cada vez que jogo minha mente em tua cara,
tu mente  consequentemente,
eu sinto descrença, fico descrente
em nada posso acreditar.

joguei toda a porcaria pra cima
sei que a nuvem não vai alcançar.
em minha cara torna,
meu rosto tenho...
eu que limpar?

pra que se esconder atrás da porra da face ,
se é o coração que queremos mostrar?

me dê seus lábios que quero beijar!!!