um mendingo na rua, já era quase três,
todas as portas fechadas, e janelas tambem.
o frio que já é parente fez favor de aparecer,
e lá no céu , a lua como sempre, sem nada a saber.
a última lembrança, era quase janeiro ,
a família reunida, o som alto , comida.
crianças no sofá , farofa, e muita bebida.
alegria e sorriso.presentes no pinheiro.
o tempo passa, gira em torno de si mesmo,
as cascas de feridas ressecadas como cimento,
a fome de vida e satisfeita pelo o ódio de ter nascido.
futuro escondido ,esquecido,sumido.
a barba na face , brota como grama em pasto.
a bebida é forte , e mora no vidro.
a loucura lhe deseja enganado,
nem sabe se tem ou não, filhos!
somos todos mendingos!!!

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