Bem Vindo

Seja bem vindo ao meu pequeno mundo,
Aqui as paredes não podem trancar os pensamentos..

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Lágrima

Uma lágrima sozinha rolando por ai
Viajando os quatro cantos
Lugares sem ninguém, homens solitários
Meninos com medo do mostro do armário
Uma boneca que quebrou o braço
Um natal sem abraço
A neve cai pela janela da sala
E a lágrima não encontra seu caminho
Ela sabe que a viagem é longa
E o caminho e solitário, sozinho
Encontra na esquina o pai que perdeu o filho
Na outra rua uma mulher sem o marido
Mas ela não pode parar para descansar
Precisa seguir em frente, o tempo passa
Não avisa, e é surpreendente
No meio da cidade um mendigo rezando
Logo na casa da frente, um menino sozinho jantando

Quando todos precisam de ti...

A lágrima abaixa a cabeça, ela não pode parar
Precisa realmente partir
Numa outra cidade vizinha
Embaixo de uma arvore gigante
Uma menina linda... Uma foto, e uma bonequinha

O vento passa...

Uma bola rola junto a folhas, gramas, e latas
O céu fica cinza, o dia escurece
Mas ela não desiste, ela sabe o que acontece
Volta ha alguns anos atrás, naquela época em que vivíamos
Com nossos pais,
Quando queríamos crescer, ser grande
Quando nossa maior preocupação, era ainda não saber o
bastante
Na época em que nossos avós faziam o café
Na época em que corríamos com a grama no pé
No momento do colo da rena do sono
Na inveja, no ciúme, no sonho
No primeiro namorado.. Primeiro amor
No filme de comedia, romance e terror
No casamento, no enterro,
No aniversario, na despedida de solteiro

Ela continua...
Não escolhe a rua...

Na mágoa, na decepção, no desespero da solidão
Na conversa num dia de jogo da seleção
Na formatura, no primeiro beijo riscado no diário
Num amor de verão numa praia do balneário
No réveillon
Ela tá chegando...
Ela vem a pé,
Não pode pedir carona
E você que esta lendo, se lembra do seu primeiro beijo?
Você sabe qual significado de  amor?
Ta ouvindo isso?
Batidas na porta,
Vai atender vai...
Abra a porta,
Quem sabe a lágrima chegou!

sábado, 18 de dezembro de 2010

iguais....

um mendingo na rua, já era quase três,
todas as portas fechadas, e janelas tambem.
o frio que já é parente fez favor de aparecer,
e lá no céu , a lua como sempre, sem nada a saber.

a última lembrança,  era quase janeiro ,
a família reunida, o som alto , comida.
crianças no sofá , farofa, e muita bebida.
alegria e sorriso.presentes no pinheiro.

o tempo passa, gira em torno de si mesmo,
as cascas de feridas ressecadas como cimento,
a fome de vida e satisfeita pelo o ódio de ter nascido.
futuro escondido ,esquecido,sumido.

a barba na face , brota como grama em pasto.
a bebida é forte , e mora no vidro.
a loucura lhe deseja enganado,
nem sabe se tem ou não, filhos!

somos todos mendingos!!!