Bem Vindo

Seja bem vindo ao meu pequeno mundo,
Aqui as paredes não podem trancar os pensamentos..

sexta-feira, 9 de junho de 2023

 Veio sem querer 

Como a embriaguez 

Em dias de simples viver 

momentos difíceis 

Decisões, e aflições 

Vieram me fortalecer 

Já eram antes dois 

mais um ou uma...

O que vamos fazer ?

E do nada ...a conheci 

Diferentemente de tudo 

Que antes vivi 

Veio você e simplesmente 

Entendi , 

Que amor não acaba e 

Muito menos tem limite 

Jamais achei que podia amar 

Mais que já amei 

E veio você 

me mostrou que sou 

Capaz

Que eu errei !

Pois amar , é algo 

Que não tem fim ...


Minha preta 

Índia de olhos jabuticaba 

Cabelos de cor escuro 

Alma de anjo 

Espírito livre 

Longe de ser só alguém

Linda , como ninguém 

Amor que não acaba! 


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Como uma faca afiada 

Cortante, cortando a carne

Sangrando,

Na boca o gosto de sangue 

Cru, um suco sem sabor 

Pastoso de pavor

A carne vazia na boca cheia 

De palavras sem dizer 

Dedos gestantes mexendo 

Sem parar 

Ninguém mais se conhece

Vidrados na tela sociais das 

vidas sozinhas

Postando uma tristeza 

Pintada de alegria 

Enquanto tira a foto 

De uma uma comida 

Que nunca se comia 

Em um lugar que nunca se ia

Com alguém que nem conhecia 

Curtidas e curtidas

De uma vida vazia 

Feliz na tela 

Sorrindo de tristeza 

E chorando de alegria 

Sentimentos sem momentos 

De plásticos 

Plastificamos o tempo 

Embalamos nossa história 

Com traços de uma vida 

Que nunca existiu 

E ninguém mais se conhece 

E ninguém mais se viu 

Passou o tempo 

O relógio explodiu 

E quanto menos se espera

Percebemos que tudo se foi 

Mas ficou o filtro 

Na foto do ventre 

Com curtidas recentes 

De um feto que a mãe nem 

Pariu


Me levem à igreja











Me leve a igreja 

Vejo lindos traços de ouro 

Nas beiras das escadas 

Onde todos escorrem as mãos 

E os bobos nela se apoiam 

Palavras soltas que não se esvaiam 

Ao ar 

Deixe todas as janelas abertas 

Pois sua oração Deus nenhum irá escutar 

Pequenos filhotes do nada 

Que seguem um ritual sem merecer 

Sem conhecer 

Levem me da igreja 

Aqui Deus nunca vai me ver !!!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

eles sabem que os meninos não estavam com medo.
mas o olhar estava triste,
nas mãos de cada um, existiam linhas...
que por mera , eram maiores ou não.
eles iniciariam a dor de todos ali naquele momento.
e la fora na rua, eles podia ver o amante sem roupa,
tocando levemente a boca de sua dona,
ao lado a senhora sem ninguem ouvia sozinha.
e sonhava...
como era bom !
e os meninos seguiam em frente,
a rua de ladrilhos latentes
queimavam a sola do pé.
não corriam a noite,
pois de noite, todo passo é sozinho
mesmo em grupo de mais.
em uma outra casa estava duas crianças dormindo,
com a dor no interior vazio sem comida.
ao poucos largos risos de um pai bebado sem juizo.
filho de uma costureira vilã
que arrumavam sutien.
grupo segui agora subindo
a rua sem barulho, mas com zunido.
gatos em latas estouravam o calar,
e a solidão de estar ,
pairava no ar.
os amantes puseram a roupa.
a velha se pös a rezar.
a criança acordou chorando com fome.
os passos dos meninos não cessavam.
os meninos cresciam de sapiencia.
a cada dados passos sem consciencia.
em um lugar onde não se conversa,
por falta de tempo.
nas mãos com linhas,
um pedaço de caco de vidro,
que da ponta pontiaguda de um bico pra fora
jorrava um liquido escuro.
 não era de cor amora.
passaram se horas,
e horas.
os meninos sentaram na sarjeta.
a cor vermelha virou preta.
eles mataram!
morreu.
os meninos mataram o futuro
um filho qualquer dos amantes

que nem nasceu!

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

sentir

sentir o peso desagradável do fardo

quando atirado sem rodeios, nem mira

fazer do tempo, uma camada de proteção

aos poucos sentir que as vezes o melhor

cheiro pode não vir de uma flor tão bela

os olhos só podem ver a beleza se o coração

deixar ....deixe todas as impurezas de lado,

a miopia desagradável,

de não saber observar

enchergue,
não olhe por olhar,

o peso do fardo aos poucos com o tempo

levemente torna -se confortável.

e o que era feio, desproporcional

torna-se AGRADÁVEL...e até mesmo fundamental!

terça-feira, 17 de julho de 2012

Em mim grante!

imigrante

deixei um pedacinho de mim, lá do outro lado do oceano.
coloquei minha coragem  numa  pequena mala de pano,
enxugei as lágrimas daqueles que deixei ; com um sorriso  vazio.
e para um outro horizonte rumei, onde o vento é um pouco mais frio.

sinto nos dedos das mãos, uma ausência  interminável,
talvez por não mais tocar em tantos que não estão aqui.
toda bifurcação, seja curta ou não , tem um dilema insondável.
mas é a decisão que irá me fazer sentir , se o certo é estar ou partir...

Em meu porta retrato  as lembranças não vão amarelar,
por mais que a poeira do tempo possa tentar ,
vou acordar abrir a janela , e como brasileiro bom que sou
vou lutar...

enquanto meu sonho não acabar ...

a Saudade será meu lar!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

desaborto em boston


era noite ainda, quando cai de cima uma pétala sozinha.
ao pousar no chão , deitar se ,
tocando levemente o leito.
o pequeno resto de flor,
tem seu próprio nome,
e serve aos prantos, aguçar sentimento.
tinha neve lá fora e a noite era clara,
o resto da flor que  era vermelha,
destacava se no chão , como uma gota de sangue pedindo saudade de quem é hemofílico
sentindo tudo vazio ...
era a única cor na imensidão branca ,
um filho trancado sozinho dentro de uma porcelana chamada bacio,
foi um grito mudo vindo de dentro.
pus minha mão no chão gelado,
juntando a pétala já com os dedos todos congelados,
do vaso que jazia sem amor,
retirei todas as sementes podres,
e plantei uma pétala de flor.