mas o olhar estava triste,
nas mãos de cada um, existiam
linhas...
que por mera , eram maiores ou não.
eles iniciariam a dor de todos
ali naquele momento.
e la fora na rua, eles podia ver
o amante sem roupa,
tocando levemente a boca de sua
dona,
ao lado a senhora sem ninguem
ouvia sozinha.
e sonhava...
como era bom !
e os meninos seguiam em frente,
a rua de ladrilhos latentes
queimavam a sola do pé.
não corriam a noite,
pois de noite, todo passo é
sozinho
mesmo em grupo de mais.
em uma outra casa estava duas
crianças dormindo,
com a dor no interior vazio sem
comida.
ao poucos largos risos de um pai
bebado sem juizo.
filho de uma costureira vilã
que arrumavam sutien.
grupo segui agora subindo
a rua sem barulho, mas com zunido.
gatos em latas estouravam o calar,
e a solidão de estar ,
pairava no ar.
os amantes puseram a roupa.
a velha se pös a rezar.
a criança acordou chorando com
fome.
os passos dos meninos não
cessavam.
os meninos cresciam de sapiencia.
a cada dados passos sem
consciencia.
em um lugar onde não se conversa,
por falta de tempo.
nas mãos com linhas,
um pedaço de caco de vidro,
que da ponta pontiaguda de um
bico pra fora
jorrava um liquido escuro.
não era de cor amora.
passaram se horas,
e horas.
os meninos sentaram na sarjeta.
a cor vermelha virou preta.
eles mataram!
morreu.
os meninos mataram o futuro
um filho qualquer dos amantes
que nem nasceu!

